Calvície Feminina (alopécia androgenética feminina)
A queda de cabelo em mulheres é um problema frequente e muitas vezes angustiante. A alopécia androgenética feminina (AAGF), também chamada de calvície feminina, é a principal causa de rarefação capilar progressiva nas mulheres.
A seguir, respondemos às principais dúvidas sobre o tema.

O que é a alopécia androgenética feminina?
É uma condição genética e hormonal que leva ao afinamento progressivo dos fios de cabelo. Com o tempo, os fios grossos são substituídos por fios cada vez mais finos e curtos, até que parte dos folículos pode parar de produzir cabelo.
Qual a prevalência da calvície em mulheres?
A AAGF é mais comum do que se imagina:
Aos 30 anos: pode atingir até 10% das mulheres
Aos 40 anos: cerca de 25%
Aos 60 anos: quase 50% apresentam algum grau de rarefação capilar.
Quais são as principais causas?
A AAGF está ligada a dois fatores principais:
Genética – predisposição familiar para a queda.
Hormônios androgênicos – como a testosterona e a DHT, que aceleram a miniaturização dos fios.
Outros fatores como estresse, alterações hormonais (como na menopausa ou ovários policísticos) e deficiências nutricionais podem agravar o quadro.
Como identificar os sinais da alopécia androgenética?
Os sinais mais comuns incluem:
- Rarefação difusa no topo da cabeça.
- Alargamento da risca central.
- Diminuição do volume e afinamento dos fios.
Diferente dos homens, as mulheres geralmente não apresentam entradas ou calvície total.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico deve ser realizado por um dermatologista especialista em tricologia.
A tricoscopia é o exame principal, pois permite visualizar a miniaturização dos fios e descartar outras doenças.
Em alguns casos, podem ser solicitados exames de sangue para avaliar hormônios e carências nutricionais.


Quais são os tratamentos para a alopécia androgenética feminina?
O tratamento deve ser individualizado, mas geralmente inclui:
Medicamentos
Minoxidil
Estimula o crescimento dos fios
Antiandrógenos orais (como espironolactona, finasterida, dutasterida ou bicalutamida)
Reduzem a ação dos hormônios sobre o cabelo.
Procedimentos
Laser de baixa potência (LLLT): melhora a qualidade e a densidade capilar.
MMP® (Microinfusão de Medicamentos na Pele): entrega ativos diretamente no couro cabeludo ao mesmo tempo que realiza o microagulhamento, estimulando o crescimento capilar.
Mesoterapia capilar: aplicação de medicamentos através de microinjeções para estimular o crescimento dos fios.



Conclusão
A alopécia androgenética feminina é comum e pode ser tratada com eficácia, principalmente quando diagnosticada precocemente.
Se você nota afinamento dos fios ou perda de volume capilar, especialmente no topo da cabeça, de forma lenta e progressiva ao longo dos anos, procure atendimento o quanto antes.
Quanto mais precocemente iniciado o tratamento, melhores são os resultados.


