Calvície Masculina (alopécia androgenética masculina)
A alopécia androgenética masculina, popularmente conhecida como calvície masculina, é a principal causa de queda progressiva de cabelo nos homens. É uma condição genética e hormonal que pode começar ainda na juventude e se agravar com o passar dos anos.
A seguir, você encontrará respostas para as dúvidas mais comuns sobre o tema.

O que é a alopécia androgenética masculina?
A alopécia androgenética é uma condição crônica caracterizada pela miniaturização progressiva dos fios de cabelo sob influência dos hormônios androgênicos, principalmente a di-hidrotestosterona (DHT).
Com o tempo, os fios grossos e pigmentados (terminais) vão sendo substituídos por fios cada vez mais finos e curtos (vellus), levando ao aspecto de rarefação e calvície.
Qual a prevalência da calvície masculina?
A alopécia androgenética é extremamente comum:
- Aos 20 anos: cerca de 20% dos homens apresentam sinais iniciais.
- Aos 40 anos: esse número sobe para aproximadamente 50%.
- Aos 70 anos: até 80% dos homens terão algum grau de calvície.
Ou seja, quanto maior a idade, maior a prevalência da condição.
Quais são as causas da alopécia androgenética?
A calvície masculina é causada pela interação de fatores genéticos e hormonais:
- Genética: homens com histórico familiar têm maior predisposição.
- Hormônios androgênicos: a DHT age nos folículos predispostos, levando à miniaturização dos fios.
Fatores como estresse, má alimentação e doenças metabólicas não são causas diretas, mas podem acelerar ou agravar o processo.
Como identificar os sinais da alopécia androgenética?
O padrão clássico da calvície masculina foi descrito pela escala de Hamilton-Norwood. Os sinais mais comuns incluem:
- Recuo da linha frontal, formando as chamadas “entradas”.
- Rarefação na região do vértex (topo da cabeça).
- Evolução progressiva até áreas extensas de calvície, em graus avançados.
Em fases iniciais, o homem pode notar afinamento capilar e diminuição da densidade sem áreas completamente calvas.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico deve ser realizado por um médico dermatologista especialista em tricologia.
As principais ferramentas incluem:
- História clínica detalhada para avaliar início e evolução da queda.
- Exame físico do couro cabeludo.
- Tricoscopia: exame fundamental que permite avaliar miniaturização dos fios, heterogeneidade do diâmetro capilar e descartar outras causas de queda.
Em casos específicos, exames laboratoriais podem ser solicitados para excluir doenças associadas.


Quais são os tratamentos para a alopécia androgenética masculina?
A calvície masculina não tem cura definitiva, mas existem tratamentos eficazes para estabilizar a queda e estimular o crescimento dos fios.
O tratamento deve ser sempre individualizado e acompanhado por um especialista.
Medicamentos
- Minoxidil tópico: estimula o crescimento capilar e prolonga a fase anágena dos fios.
- Finasterida oral: reduz a conversão de testosterona em DHT, diminuindo a miniaturização dos folículos.
- Dutasterida oral: em casos selecionados, pode ser utilizada sob supervisão médica.
Procedimentos
- Laser de baixa potência (LLLT): promove fotobioestimulação dos folículos, aumentando a densidade capilar.
- MMP® (Microinfusão de Medicamentos na Pele): técnica que entrega ativos diretamente na região do couro cabeludo, com maior penetração, ao mesmo tempo que realiza o microagulhamento, estimulando as células-tronco foliculares.
- Mesoterapia capilar: aplicação de medicamentos por meio de microinjeções diretamente no couro cabeludo.



Quando procurar um dermatologista especialista em tricologia?
O ideal é procurar um médico assim que os primeiros sinais de rarefação aparecerem. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores os resultados do tratamento.
Conclusão
A alopécia androgenética masculina é uma condição muito comum e que pode comprometer a autoestima. Apesar de não ter cura, há tratamentos seguros e eficazes para controlar a queda e estimular novos fios.
Se você percebeu entradas ou rarefação capilar, agende uma consulta com um dermatologista especialista em tricologia. O tratamento precoce faz toda a diferença no resultado.


